Entenda quando a reposição hormonal é recomendada para tratar casos de disfunção erétil em homens

A disfunção erétil (DE) é uma das queixas mais comuns nos consultórios de saúde masculina e também uma das mais sensíveis.
Apesar de ainda cercado por tabus, o tema merece ser tratado com naturalidade, já que a ereção é um importante marcador da saúde física, emocional e hormonal do homem.
Entre as causas possíveis dessa condição, a queda da testosterona, conhecida como deficiência androgênica do envelhecimento masculino (DAEM), tem ganhado destaque. É daí que surge a dúvida: será que a reposição hormonal pode ajudar, então, no tratamento desse problema?
A resposta é: depende da causa. Vamos entender melhor sobre isso no artigo a seguir.
O que é disfunção erétil?
Entendemos a disfunção erétil como a dificuldade persistente de alcançar ou manter uma ereção suficiente para uma relação sexual satisfatória.
Essa condição pode ter origem física, psicológica ou mista, e em muitos casos está relacionado a problemas de saúde que afetam a circulação sanguínea, o equilíbrio hormonal ou o sistema nervoso.
Entre os fatores mais comuns, estão:
- Doenças cardiovasculares (como hipertensão e aterosclerose);
- Diabetes mellitus;
- Obesidade;
- Sedentarismo;
- Distúrbios hormonais, especialmente a queda de testosterona;
- Uso de medicamentos (antidepressivos, anti-hipertensivos, entre outros);
- Questões emocionais, como ansiedade, depressão e estresse.
Por isso, é fundamental investigar esses itens antes de definir o tratamento. Afinal, nem sempre o problema está apenas no hormônio.
O papel da testosterona na função erétil
Este é considerado o principal hormônio sexual masculino e exerce diversas funções no organismo, como:
- Estimular o desejo sexual (libido);
- Manter a massa muscular e óssea;
- Regular o humor e os níveis de energia;
- Contribuir para a produção de espermatozoides;
- E, indiretamente, influenciar a qualidade da ereção.
Assim, embora a ereção em si dependa mais de mecanismos vasculares e neurológicos, a testosterona tem um papel importante na motivação sexual e na sensibilidade dos tecidos penianos aos estímulos.
Isso significa que, quando os níveis hormonais estão baixos, o homem tende a perceber queda no desejo sexual, cansaço, irritabilidade, perda de massa muscular e, em alguns casos, dificuldade em manter ereções firmes. Leia também |Tratamentos modernos para disfunção erétil
Reposição hormonal: o que é e quando é indicada

Já que estamos falando sobre hormônios masculinos, é importante entender que a reposição hormonal (ou terapia de reposição de testosterona) consiste em restabelecer os níveis adequados no organismo quando há deficiência comprovada.
Ela pode ser feita por meio de injeções, géis transdérmicos, cápsulas ou implantes, sempre sob acompanhamento médico.
Os benefícios desse tratamento, quando bem indicado, incluem:
- Aumento da libido;
- Melhora da disposição física e mental;
- Redução da gordura corporal;
- Ganho de massa magra;
- Melhora do humor e da autoconfiança;
- Em alguns casos, melhora da função erétil.
No entanto, vale saber que a reposição não é uma solução universal para a disfunção erétil, e é justamente neste ponto que muitos homens se confundem.
Reposição hormonal e disfunção erétil: qual é a relação?
Muitos estudos mostram que a reposição hormonal pode, sim, ajudar na melhora da função erétil quando a disfunção está associada à baixa testosterona.
Isso porque o aumento do hormônio tende a restaurar o desejo sexual e a sensibilidade peniana, além de melhorar o humor e a energia, fatores que influenciam o desempenho sexual.
Por outro lado, quando esse problema tem origem vascular, metabólica ou emocional, apenas repor a testosterona não resolve o problema.
Nesses casos, a abordagem deve ser mais ampla, incluindo:
- Controle de doenças de base (como hipertensão e diabetes);
- Mudanças de estilo de vida (atividade física, alimentação balanceada e redução do álcool e tabaco);
- Uso de medicamentos específicos para ereção, quando indicados;
- Apoio psicológico, especialmente em casos de ansiedade ou depressão sexual.
Ou seja, a reposição hormonal pode ser parte da solução utilizada, mas dificilmente é o tratamento completo.a na função erétil de homens que antes não respondiam bem às medicações convencionais.
Riscos da reposição sem acompanhamento

Um erro infelizmente bastante comum é iniciar a reposição hormonal sem diagnóstico preciso ou sem acompanhamento especializado.
O uso indevido de testosterona pode trazer riscos importantes, como:
- Aumento do risco cardiovascular;
- Supressão da produção natural de testosterona;
- Alterações no fígado;
- Apneia do sono;
- Aumento da próstata;
- Alterações no perfil lipídico e nos níveis de hemoglobina.
Por isso, antes de começar qualquer tratamento, é essencial realizar avaliações laboratoriais completas, que incluam testosterona total e livre, FSH, LH, prolactina e PSA.
Somente com base nesses resultados o médico poderá identificar se realmente existe uma deficiência hormonal e qual é o melhor caminho a ser seguido.
Cuidar da saúde sexual é cuidar da saúde integral
A disfunção erétil é mais do que uma questão sexual: é um sinal de alerta que o corpo envia para mostrar que algo está errado. Em muitos casos, pode indicar problemas cardiovasculares, hormonais ou metabólicos que merecem atenção médica.
Portanto, buscar ajuda especializada não deve ser motivo de vergonha, e sim um ato de cuidado e responsabilidade com o próprio corpo.
Na ABX Saúde, oferecemos um atendimento personalizado e cuidadoso para identificar as causas da disfunção erétil e indicar o tratamento mais adequado, que pode incluir ou não a reposição hormonal.
Agende sua consulta conosco e tire todas as suas dúvidas.




