Entenda quais são os tratamentos disponíveis atualmente para a disfunção erétil, incluindo as modernas ondas de choque

A disfunção erétil é uma das condições mais comuns entre os homens, especialmente a partir dos 40 anos. Ainda assim, é um assunto ainda cercado de tabus e desinformação.
Isso porque muitos acreditam que o problema está apenas “na cabeça” ou que é uma consequência natural do envelhecimento, quando na verdade existem diversas causas físicas e emocionais envolvidas, além de tratamentos modernos e eficazes disponíveis.
Com os avanços da medicina, hoje é possível tratar essa confissão de maneira personalizada, considerando o histórico, os hábitos e as expectativas de cada paciente.
Neste artigo, você vai entender quais são as opções mais atuais, da medicação oral até métodos inovadores, como a terapia por ondas de choque.
O que é disfunção erétil?
A disfunção erétil (DE) é a dificuldade persistente de alcançar ou manter uma ereção suficiente para a relação sexual.
Dessa forma, não se trata de uma falha ocasional (algo que pode acontecer a qualquer homem), mas sim de um problema contínuo que interfere na vida sexual e emocional.
Segundo estimativas médicas, um em cada três homens acima dos 40 anos apresenta algum grau dessa disfunção. As principais causas podem incluir:
- Doenças cardiovasculares (hipertensão, colesterol alto, diabetes);
- Problemas hormonais (como testosterona baixa);
- Alterações neurológicas ou metabólicas;
- Uso de medicamentos;
- Estresse, ansiedade, depressão e outros fatores psicológicos.
O diagnóstico deve sempre ser feito por um médico que poderá identificar a origem da condição e definir o tratamento mais adequado.
Tratamentos tradicionais para disfunção erétil
Durante muitos anos, a solução mais comum para disfunção erétil foi o uso de medicações orais que aumentam o fluxo sanguíneo peniano.
Essas substâncias, conhecidas como inibidores da enzima PDE5, ajudam o corpo a responder melhor ao estímulo sexual.
Elas continuam sendo eficazes para a maioria dos casos, desde que utilizadas com acompanhamento médico. No entanto, já foi comprovado que elas, por si só, não tratam a causa da disfunção, apenas aliviam o sintoma.
Por isso, quando o problema está relacionado a doenças crônicas ou alterações hormonais, é necessário atuar também nesses fatores.
Além dos comprimidos, há outras opções mais tradicionais que podem ser recomendadas em casos específicos, incluindo:
- Injeções intracavernosas: medicamentos aplicados diretamente no pênis antes da relação, que promovem ereção rápida;
- Dispositivos a vácuo: aparelhos que estimulam mecanicamente o fluxo sanguíneo para o pênis;
- Próteses penianas: indicadas apenas em casos mais graves ou quando os outros tratamentos não funcionam.
Nos últimos anos, os especialistas também têm reforçado que o tratamento da disfunção erétil deve ser integrado, considerando o corpo e a mente.

Assim, alterações simples no estilo de vida (como praticar atividade física, parar de fumar, melhorar a alimentação e reduzir o consumo de álcool) podem ter impacto significativo na função erétil.
Essa combinação de acompanhamento médico e mudanças de hábitos é o que de fato proporciona os melhores resultados a longo prazo.
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Terapia por ondas de choque: um avanço na medicina sexual masculina
Uma das novidades mais promissoras no tratamento da disfunção erétil é a terapia por ondas de choque de baixa intensidade (TOC).
Trata-se de um procedimento não invasivo, indolor e com excelentes resultados em pacientes com causas vasculares, ou seja, quando o problema está relacionado à má circulação sanguínea no pênis.
Mas afinal, como ela funciona?

As ondas de choque são aplicadas por meio de um equipamento que emite pulsos de energia diretamente na região peniana.
Esses pulsos estimulam a formação de novos vasos sanguíneos (neovascularização) e melhoram a oxigenação dos tecidos. O resultado é um aumento natural do fluxo sanguíneo, o que favorece ereções mais firmes e espontâneas, sem depender de medicamentos.
Todo esse processo é realizado em consultório, com sessões curtas (geralmente de 15 a 20 minutos), e não requer anestesia nem tempo de recuperação.
Os estudos mais recentes mostram melhora significativa na função erétil de homens que antes não respondiam bem às medicações convencionais.
Outras terapias modernas em estudo
Além da terapia por ondas de choque, outros métodos vêm sendo estudados e aplicados em clínicas especializadas, com o objetivo de restaurar a função erétil de forma mais duradoura.
Entre eles, estão:
- Terapia com plasma rico em plaquetas (PRP): utiliza o próprio sangue do paciente, concentrando fatores de crescimento que estimulam a regeneração dos tecidos penianos;
- Laserterapia: estimula a microcirculação e pode ser combinada com outras abordagens;
- Reposição hormonal: em casos de testosterona baixa, o tratamento hormonal pode melhorar o desejo sexual e contribuir para a qualidade da ereção
Essas terapias podem ser indicadas isoladamente ou combinadas, dependendo da causa e do grau da disfunção erétil.
O papel do acompanhamento médico
Embora muitos homens busquem soluções rápidas ou medicamentos por conta própria, é fundamental lembrar que a disfunção erétil é um sinal de alerta do corpo.
Ela pode ser o primeiro sintoma de doenças cardiovasculares, metabólicas ou hormonais. Por isso, ignorar ou mascarar o problema pode colocar a saúde em risco.
Somente um médico poderá avaliar a causa real e orientar o tratamento mais seguro e eficaz.
Em clínicas especializadas em bem-estar sexual masculino, o paciente é avaliado de forma completa, passando por exames laboratoriais, avaliação hormonal e orientação personalizada.
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