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Trabalho sob pressão e cortisol: a química da libido zerada

Ele bate todas as metas. Resolve problemas o dia inteiro. Participa de reuniões, toma decisões, responde mensagens fora do horário e vive com a sensação de que precisa estar sempre disponível.

Porém, quando chega em casa, falta energia até para conversar com a parceira. E a intimidade também fica em segundo plano.

Se essa situação parece familiar, talvez seja hora de olhar para uma questão que vai além da rotina profissional: o impacto do estresse crônico sobre o organismo e, consequentemente, sobre a vida sexual. Saiba mais abaixo. 

Quando o estresse não desliga

Você já deve saber que, em situações de pressão, o organismo libera hormônios como o cortisol, que fazem parte da resposta natural ao estresse. Esse mecanismo é importante para ajudar o corpo a lidar com situações desafiadoras.

O problema aparece quando o estado de alerta deixa de ser pontual e passa a fazer parte da rotina. Assim, prazos constantes, excesso de responsabilidades, poucas horas de sono e dificuldade para “desligar” podem manter o organismo sob pressão por longos períodos.

E isso pode repercutir em diferentes aspectos da saúde. O homem pode começar a perceber cansaço persistente, alterações no sono, dificuldade de concentração, irritabilidade e redução da disposição. E, em alguns casos, a libido também pode diminuir.

Não significa que o cortisol, sozinho, seja responsável pela perda do desejo sexual. A libido é complexa e pode ser influenciada por fatores hormonais, físicos, emocionais, relacionais e pelo próprio estilo de vida. Ainda assim, é certamente um fator bastante presente. 

O homem que funciona no trabalho, mas não consegue desligar em casa

Também vale pensar que existe uma diferença importante entre ter energia para cumprir tarefas e ter disponibilidade física e mental para a intimidade.

Depois de um dia inteiro tomando decisões e lidando com pressão, o corpo pode estar cansado, e a mente também.

Quando isso se repete durante semanas ou meses, o sexo pode deixar de ser uma prioridade. O desejo diminui, a disposição desaparece e, em alguns casos, surgem também dificuldades de ereção.

Além disso, quando a libido muda de forma persistente, não é interessante simplesmente atribuir tudo ao excesso de trabalho. Sono inadequado, estresse, alterações hormonais, medicamentos, sedentarismo, condições metabólicas e fatores emocionais podem estar envolvidos.

A investigação é importante justamente para entender qual desses fatores está presente e se existe algo que precisa ser tratado.

Lembre-se: sua libido não precisa ser o preço do seu desempenho

Ser produtivo, ambicioso e lidar bem com pressão não significa que você precise aceitar uma vida sexual comprometida.

Se a falta de desejo ou a queda de disposição está se tornando frequente, vale olhar para o problema de forma integral, e não apenas tentar “aguentar” mais um pouco.

Sua rotina profissional pode exigir muito de você. Mas sua saúde não deveria ficar em segundo plano.

Portanto, se você percebeu uma mudança persistente na libido, na disposição ou na sua vida sexual, agende uma consulta com a ABX Saúde e converse com nossos especialistas para entender o que pode estar por trás desses sinais.

Esperamos você por aqui. 

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