Por que os homens ainda têm vergonha de falar sobre disfunção erétil?

Descubra algumas causas comuns que ainda fazem os homens terem vergonha de falar sobre disfunção erétil no consultório

A disfunção erétil (DE) é uma condição que afeta milhões de homens em todo o mundo, mas ainda é cercada por silêncio e constrangimento. 

Afinal, apesar dos avanços na medicina e da crescente abertura para falar sobre saúde mental e qualidade de vida na sociedade, quando o assunto envolve desempenho sexual, muitos homens ainda se retraem. O tabu é tão grande que, em vez de buscar ajuda, preferem conviver com o problema em segredo. 

Neste artigo, vamos explorar algumas das possíveis causas desse medo de conversar sobre uma pauta tão urgente e essencial para a manutenção do bem-estar íntimo.

O peso cultural da masculinidade

Historicamente, “ser homem” sempre foi um conceito associado à virilidade, à força e ao desempenho sexual. Desde cedo, muitos crescem ouvindo que “precisam dar conta” ou que sua masculinidade está diretamente ligada à sua performance na cama. 

Assim, quando surgem dificuldades como a disfunção erétil, a ejaculação precoce ou a baixa libido, esses homens podem interpretar as situações que vivem como um sinal de fraqueza, e não como uma questão de saúde.

Esse imaginário coletivo reforça a vergonha e o medo de julgamento. Portanto, em vez de enxergar as condições citadas como sintomas (que pode estar ligado a fatores físicos, psicológicos ou até de estilo de vida), elas acabam sendo vistas como uma “falha pessoal”.

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O medo do julgamento

Outro motivo para a dificuldade em falar sobre o tema é o receio de ser ridicularizado ou de ter sua “capacidade” questionada. 

Entre amigos, por exemplo, é comum que os homens evitem comentar o assunto por receio de piadas. Dentro do relacionamento, também pode haver insegurança: alguns acreditam que, ao revelar o problema que estão enfrentando, podem decepcionar a parceira ou serem rejeitados.

Esse silêncio acaba se transformando em um ciclo vicioso: quanto mais o paciente tenta esconder o que está acontecendo, maior é a ansiedade em situações íntimas. E essa ansiedade, por sua vez, pode agravar ainda mais a disfunção erétil.em manter relacionamentos estáveis devido à insatisfação sexual.

Falta de informação

Finalmente, precisamos lembrar que a desinformação também contribui, e muito, para alimentar o tabu. 

Muitos homens ainda acreditam que a disfunção erétil faz parte do envelhecimento e que “não há nada a ser feito”. Outros pensam que o único recurso disponível são medicamentos pontuais, quando na verdade existem tratamentos amplos e personalizados que podem incluir mudanças de estilo de vida e reposição hormonal, quando necessário. 

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A ejaculação precoce e a baixa libido seguem o mesmo caminho: por falta de entendimento, diversos pacientes não reconhecem essas condições como algo tratável. Esse desconhecimento só reforça o bloqueio de pedir ajuda.

Caminhos para quebrar o tabu

Se por um lado a vergonha ainda é comum, por outro, existem caminhos para mudar essa realidade. Algumas estratégias importantes incluem:

1. Informação de qualidade

O diagnóstico da ejaculação precoce não depende apenas do tempo até a ejaculação. O médico também A educação é a chave para derrubar preconceitos e ideias erradas. Quanto mais se fala sobre disfunção erétil como uma questão de saúde, e não de masculinidade, mais os homens se sentirão encorajados a buscar suporte médico. 

Campanhas de conscientização, conteúdos informativos em blogs e redes sociais, e a própria abertura dos profissionais de saúde são fundamentais nesse processo.

2. Normalizar o diálogo

O tratamento da ejaculação precoce, seja primária ou secundária, deve ser individualizado. Entre as opções Conversar sobre saúde sexual deve ser tão natural quanto falar sobre colesterol ou pressão arterial. Quando médicos, terapeutas e clínicas promovem essa troca de forma acolhedora, ajudam os pacientes a perceber que não estão sozinhos.

3. Envolvimento do parceiro(a)

A participação da parceira ou parceiro também pode ser um grande aliado. A maioria dos homens se sente mais segura para procurar ajuda quando sabem que não serão julgados, mas apoiados dentro da relação.

4. Buscar acompanhamento médico

Por último, é importante saber que o tratamento da disfunção erétil vai muito além do uso de medicamentos. Clínicas especializadas oferecem uma avaliação completa, que investiga tanto fatores físicos quanto psicológicos, além de propor estratégias personalizadas para recuperar a qualidade de vida sexual. Isso também vale para casos de ejaculação precoce e baixa libido.

A importância de mudar a narrativa

Como vimos neste artigo, a vergonha em falar sobre disfunção erétil não é apenas uma questão individual, mas social. Ela nasce de estereótipos antigos e se sustenta na falta de diálogo aberto sobre bem-estar sexual masculino. Mudar essa narrativa significa permitir que mais homens cuidem de si, de sua autoestima e de seus relacionamentos.

É preciso reforçar mais uma vez que disfunção erétil não é sinônimo de falta de masculinidade. É uma condição médica comum, que pode afetar indivíduos de diferentes idades e que tem tratamento. Quanto mais cedo for identificada, maiores são as chances de recuperação e de melhoria na qualidade de vida.

Portanto, ao notar algo de estranho ou diferente durante seus momentos de intimidade, não pense duas vezes: agende sua consulta na ABX Saúde.

Juntos, podemos transformar seu silêncio em uma nova potência. Conte conosco nessa jornada.

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