Ejaculação precoce primária e secundária

Diferença entre ejaculação precoce primária e secundária: por que isso importa?

Entenda a diferença entre ejaculação precoce primária e secundária, e por que é importante se informar sobre esse assunto

A ejaculação precoce (EP) é uma das disfunções sexuais mais comuns entre os homens. Estima-se que até 30% da população masculina em idade reprodutiva enfrentem esse problema em algum momento da vida. Ainda assim, falar sobre o assunto continua sendo um tabu, o que atrasa a busca por diagnóstico e tratamento.

Inclusive, pela falta de informação e pesquisa, o que muitos não sabem é que existem dois tipos principais de ejaculação precoce: a primária e a secundária. Entender essa diferença é fundamental, porque cada uma delas tem características próprias e pode exigir estratégias específicas de acompanhamento médico.

Neste artigo, vamos explicar o que distingue essas duas condições, suas causas, como cada uma se manifesta e por que essa classificação faz tanta diferença no tratamento. Confira a seguir.

Relembrando: o que é exatamente a ejaculação precoce?

Essa condição é definida como a incapacidade persistente ou recorrente de controlar a ejaculação, que acontece antes ou logo após a penetração, causando frustração e impacto negativo no relacionamento e na autoestima.

É importante diferenciar situações isoladas, como a ejaculação rápida após períodos de abstinência, estresse ou consumo de álcool, da condição clínica, que ocorre de forma frequente e repetida. É sobre essa segunda situação que estamos nos aprofundando. 

E o que é a ejaculação precoce primária?

Também chamada de congênita ou de início precoce, é aquela que acompanha o homem desde o início da vida sexual.

Suas principais características incluem: 

  • Ocorre desde as primeiras relações sexuais;
  • O paciente nunca conseguiu ter um controle adequado da ejaculação;
  • Geralmente, o tempo entre a penetração e a ejaculação é inferior a 1 minuto;
  • Costuma ter forte componente neurobiológico ou genético, ou seja, fatores relacionados à sensibilidade e resposta neurológica.

Dessa forma, como é de se esperar, homens com ejaculação precoce primária frequentemente relatam frustração desde a juventude, além de dificuldade em manter relacionamentos estáveis devido à insatisfação sexual.

E o que é a ejaculação precoce secundária?

Já a ejaculação precoce secundária, também chamada de adquirida, é aquela que surge após um período de vida sexual considerado normal.

Aqui estão suas principais características: 

  • Surge depois de meses ou anos de relações sem dificuldade;
  • O homem já teve controle ejaculatório adequado no passado;
  • O tempo até a ejaculação varia, mas é claramente menor do que antes;
  • Geralmente está associada a fatores psicológicos ou condições de saúde adquiridas.

Nesse caso, as principais causas que vale a pena prestar atenção são: 

  • Uso de medicamentos ou substâncias que interferem no controle da ejaculação.
  • Ansiedade ou estresse crônico;
  • Problemas de relacionamento ou medo de não satisfazer a parceira;
  • Disfunção erétil associada (o homem ejacula rápido por medo de perder a ereção);
  • Condições médicas como prostatite, diabetes, hipertensão ou alterações hormonais;

Por que essa diferença importa?

Conforme comentamos, a distinção entre ejaculação precoce primária e secundária é essencial porque influencia diretamente o diagnóstico, a abordagem terapêutica e o prognóstico.

Na ejaculação precoce primária, o tratamento tende a focar em terapia medicamentosa, técnicas comportamentais e, em alguns casos, uso de anestésicos tópicos para reduzir a sensibilidade. O acompanhamento psicológico também pode ajudar, mas as causas geralmente são mais biológicas.

Já na ejaculação precoce secundária, o tratamento precisa olhar para além da resposta física. Muitas vezes, envolve investigar doenças de base, ajustar medicamentos e tratar disfunção erétil associada. 

Em resumo: saber se o quadro é primário ou secundário permite que o médico direcione a estratégia certa para cada paciente.

De que forma é feito o diagnóstico?

O diagnóstico da ejaculação precoce não depende apenas do tempo até a ejaculação. O médico também avalia outros fatores, incluindo: 

  • A história clínica do paciente (se o problema sempre existiu ou surgiu depois);
  • O impacto emocional e relacional da condição;
  • A presença de enfermidades crônicas ou uso de medicamentos que possam influenciar;
  • O histórico de saúde sexual e eventuais dificuldades associadas, como a disfunção erétil.

Lembrando que é um processo que exige diálogo aberto entre médico e paciente, sem julgamentos ou constrangimentos.

Possíveis caminhos de solução

O tratamento da ejaculação precoce, seja primária ou secundária, deve ser individualizado. Entre as opções mais comuns, estão:

  • Medicamentos orais: antidepressivos de baixa dose ou outros fármacos que ajudam a retardar a ejaculação;
  • Anestésicos tópicos: cremes ou sprays que reduzem a sensibilidade peniana;
  • Técnicas comportamentais: como “start-stop” e “squeeze”, que ajudam no controle da excitação.
  • Tratamento de doenças associadas: como diabetes, hipertensão ou prostatite.

O mais importante é que o homem não tente resolver sozinho. Afinal, automedicação e dicas da internet geralmente não trazem resultados duradouros e podem até ser prejudiciais.Leia também |7 hábitos que melhoram a saúde sexual masculina após os 40 anos

Na dúvida, busque orientação médica o quanto antes

Conforme vimos neste artigo, saber a diferença entre a forma primária (desde o início da vida sexual) e a secundária (quando surge depois de um período normal) da ejaculação precoce é fundamental para direcionar o tratamento e ajudar o médico a entender as causas envolvidas.

Portanto, no momento que você perceber que algo está errado com a sua saúde íntima, agende sua consulta com os especialistas da ABX Saúde o quanto antes.

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