Entenda como cultivar momentos de intimidade mesmo após a andropausa

O envelhecimento é um processo natural, mas isso não significa que a vida sexual precise perder qualidade com o passar dos anos.
A chamada andropausa, também conhecida como Deficiência Androgênica do Envelhecimento Masculino (DAEM), traz uma série de mudanças hormonais que podem afetar a libido, a ereção e até o desempenho geral.
Mas a boa notícia é que, com acompanhamento médico e algumas mudanças de estilo de vida, é perfeitamente possível manter uma boa performance durante esse período.
Neste artigo, vamos explicar o que acontece no corpo do homem nesta fase, quais são os principais impactos na função sexual e o que pode ser feito para preservar o desejo, o vigor e a satisfação em todas as fases da vida. Confira a seguir.
O que é a andropausa?
Resumidamente, este é o nome popular dado à queda gradual da produção de testosterona, o principal hormônio sexual masculino.
Diferente da menopausa nas mulheres, que ocorre de forma mais abrupta, a andropausa acontece de maneira lenta e progressiva, geralmente entre os 45 e 65 anos.
Essa redução hormonal pode causar sintomas físicos, emocionais e sexuais, incluindo:
- Diminuição do desejo sexual;
- Cansaço frequente e perda de energia;
- Alterações de humor e irritabilidade;
- Dificuldade para manter ou alcançar ereções;
- Redução da massa muscular e aumento de gordura corporal;
- Dificuldade de concentração e memória.
Essas mudanças, embora naturais, podem interferir significativamente na qualidade de vida e na autoestima masculina.
Como a andropausa afeta a performance sexual?
A testosterona desempenha um papel central na função sexual masculina. Ela está envolvida no desejo, na produção de espermatozoides, na função erétil e até no humor.
Assim, quando seus níveis diminuem nessa fase, é comum que o homem sinta uma queda na libido e alterações na capacidade de manter relações sexuais satisfatórias.
Vale entender também que, além da questão hormonal, existem outros fatores também podem contribuir para dificuldades sexuais após a andropausa, como:
- Problemas circulatórios, que afetam a irrigação sanguínea do pênis;
- Doenças crônicas, como diabetes, hipertensão e obesidade;
- Uso de medicamentos, especialmente antidepressivos e anti-hipertensivos;
- Fatores psicológicos, como estresse, ansiedade e insegurança.
Mas não se preocupe: todos esses aspectos podem ser avaliados e tratados. O segredo está em não ignorar os sintomas e procurar orientação médica o quanto antes.
De que forma é possível manter uma performance sexual satisfatória após a andropausa?

Apesar de existirem desafios bastante particulares nesse período, conforme vimos até aqui, é totalmente possível manter momentos íntimos e não deixar o bem-estar sexual de lado.
Confira, a seguir, as principais orientações para que isso aconteça:
1. Busque acompanhamento médico
O primeiro passo para manter uma vida íntima ativa após a andropausa é consultar um médico que tenha como foco de atuação a saúde sexual masculina.
Este profissional irá solicitar exames para avaliar os níveis hormonais, identificar possíveis causas físicas e propor um tratamento personalizado.
Dependendo do caso, podem ser indicadas:
- Reposição hormonal com testosterona, quando houver comprovação clínica e laboratorial da deficiência;
- Terapias combinadas, que incluem medicamentos orais, injetáveis ou tópicos;
- Acompanhamento psicológico ou sexológico, para lidar com questões emocionais e comportamentais associadas ao desempenho.
Lembrando que a automedicação ou o uso de suplementos sem orientação podem ser perigosos e trazer mais prejuízos do que benefícios. Por isso, essa administração deve ser sempre feita com supervisão médica.
2. Adote hábitos que favorecem a saúde sexual
O bem-estar íntimo está diretamente ligada à saúde geral do corpo. Assim, pequenas mudanças de estilo de vida podem fazer uma grande diferença na performance e na disposição.
Algumas recomendações importantes:
- Pratique atividade física regularmente. O exercício melhora a circulação sanguínea e aumenta a produção natural de testosterona;
- Tenha uma alimentação equilibrada. Prefira alimentos ricos em zinco, magnésio, ômega-3 e vitaminas do complexo B, que ajudam na produção hormonal e na energia;
- Evite o consumo excessivo de álcool e tabaco. Ambos prejudicam a circulação e podem afetar a ereção;
- Durma bem. A produção de testosterona acontece principalmente durante o sono, então noites mal dormidas reduzem os níveis deste hormônio;
- Gerencie o estresse. Afinal, o cortisol é um dos maiores inimigos da testosterona e do desempenho sexual.
Esses cuidados ajudam não só na performance, mas também na prevenção de doenças cardiovasculares e metabólicas que costumam aparecer com o avanço da idade.
3. Cuide também da mente
Não é necessário usar palavras técnicas ou termos científicos. Descreva o que sente da maneira mais natural Ter momentos íntimos satisfatórios não depende apenas do corpo: a mente tem papel fundamental.
Isso porque a ansiedade de desempenho, o medo de falhar e a comparação com o passado são causas comuns de queda na confiança e dificuldade de ereção.
Portanto, trabalhar a saúde emocional é parte essencial do tratamento. Conversar abertamente com o(a) parceiro(a), buscar apoio psicológico e adotar práticas de relaxamento, como meditação e respiração consciente, podem fazer toda a diferença.
Quando o homem entende que as mudanças da andropausa fazem parte de um novo ciclo, e não do fim da vida sexual, ele consegue lidar com o tema com mais leveza e segurança.
4. Reavalie a vida sexual com maturidade
Após os 50 anos, a relação com o sexo também pode mudar, e isso é completamente natural. O foco tende a sair da performance e se voltar mais para o prazer, a intimidade e a conexão emocional.
Inclusive, muitos casais descobrem nessa fase uma nova forma de viver a sexualidade, com mais diálogo, sensibilidade e cumplicidade.
Fica a dica: explorar novas formas de prazer e dedicar tempo à intimidade ajuda a fortalecer o vínculo e a manter a vida sexual ativa e satisfatória.
5. Lembre-se da importância da prevenção e do acompanhamento contínuo

Manter uma boa performance sexual após a andropausa não é apenas uma questão de desejo, mas de saúde integral.
Dessa forma, consultas regulares e exames de rotina devem ser realizados com regularidade, já que permitem identificar precocemente qualquer alteração e tratar de forma eficaz.
Na ABX Saúde, oferecemos uma abordagem completa, que inclui:
- Avaliação detalhada;
- Tratamentos para disfunção erétil e ejaculação precoce;
- Orientações sobre hábitos e qualidade de vida;
A mensagem que fica é: a andropausa marca uma nova etapa na vida do homem, mas não precisa significar o fim do prazer ou da virilidade.
Com o acompanhamento certo, mudanças de hábitos e atenção à saúde emocional, é possível manter uma vida sexual ativa, prazerosa e saudável.
Não ignore os sinais do seu corpo. Agende hoje mesmo sua consulta conosco e vamos explorar esse assunto com mais profundidade.




