5 mitos sobre ejaculação precoce que ainda impedem muitos homens de buscar ajuda

Conheça os principais mitos sobre ejaculação precoce que fazem com que muitos pacientes hesitem em procurar suporte médico

A ejaculação precoce é uma das queixas mais comuns nos consultórios de saúde sexual masculina e, ao mesmo tempo, uma das mais cercadas por vergonha e desinformação.

Apesar de afetar milhões de homens em todo o mundo, assim como outros assuntos relacionados ao bem-estar íntimo, ela ainda é tratada como um assunto tabu, o que faz com que muitos evitem procurar ajuda médica e convivam em silêncio com o problema.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a ejaculação precoce é uma disfunção sexual caracterizada pela dificuldade de controlar o momento da ejaculação. Assim, ela acontece mais cedo do que o desejado, gerando frustração e impactos consideráveis na qualidade de vida e dos relacionamentos. 

Mas o que mais atrapalha o tratamento é justamente a quantidade de crenças equivocadas que ainda circulam sobre o tema.

A seguir, vamos desmistificar os cinco principais mitos sobre ejaculação precoce e, claro, mostrar por que buscar ajuda é o primeiro passo para recuperar o controle e a confiança.

Mito 1: “Ejaculação precoce é falta de experiência ou controle”

Resumidamente, este é o nome popular dado à queda gradual da produção de testosterona, o principal hormônio sexual masculino. 

Esse é, talvez, o mito mais comum e o mais injusto com aqueles que sofrem com o problema.

A ejaculação precoce não tem relação direta com inexperiência sexual. Embora possa acontecer ocasionalmente com quem está iniciando esse tipo de atividade, a condição se caracteriza pela repetição do quadro, independentemente da idade ou da frequência das relações.

Lembrando: as causas são diversas e envolvem fatores biológicos, hormonais e psicológicos. Entre elas: hipersensibilidade peniana, alterações nos níveis de serotonina, ansiedade de desempenho, estresse, entre outras. 

Portanto, não se trata de “falta de controle”, mas de um desequilíbrio que pode e deve ser tratado com acompanhamento médico.

Mito 2: “O problema está só na cabeça”

Por muito tempo, acreditou-se que a ejaculação precoce era exclusivamente psicológica. Hoje, sabemos que essa visão é limitada: em muitos casos, há fatores fisiológicos envolvidos, como alterações hormonais, hipersensibilidade da glande, inflamações prostáticas ou até predisposição genética.

Claro que a mente tem papel importante, principalmente quando há ansiedade, tensão ou medo de falhar. Mas tratar apenas o lado psicológico raramente resolve por completo.

O ideal é buscar um diagnóstico médico que avalie o paciente de forma integral, identificando todas as possíveis causas. Leia também |5 mitos e verdades sobre saúde sexual sexual do homem

Mito 3: “Não existe tratamento eficaz para ejaculação precoce”

Outro equívoco bastante comum é acreditar que “não tem o que fazer”.

Na verdade, existem várias soluções comprovadas para essa condição, e o mais importante: cada vez mais personalizadas.

Entre as opções, estão:

  • Medicações específicas, que contribuem para aumentar o tempo até a ejaculação e reduzir a sensibilidade;
  • Terapias comportamentais e cognitivas, voltadas para o controle e o relaxamento durante a relação;
  • Treinamentos de reeducação sexual, que ajudam o paciente a reconhecer os sinais do corpo e gerenciar melhor o estímulo;
  • Tratamentos combinados, quando há causas hormonais, neurológicas ou emocionais associadas.

Em alguns casos, o uso de técnicas complementares, como fisioterapia pélvica ou exercícios específicos, também é indicado.

O importante é lembrar que cada caso é único, e que somente uma avaliação médica pode determinar o plano mais adequado.

Mito 4: “Ejaculação precoce é algo normal e não precisa de tratamento”

É comum ouvir homens dizendo: “isso é coisa de momento” ou “acontece com todo mundo”.

Embora uma ejaculação rápida ocasional seja realmente normal, quando o problema se repete de forma persistente, impactando o prazer, a autoestima e o relacionamento, não é de forma nenhuma algo que deve ser ignorado.

Afinal, essa condição não é apenas uma questão de tempo, mas de controle e satisfação. Deixar de buscar o suporte correto pode gerar ansiedade, afastamento do parceiro e até disfunção erétil secundária, já que o medo de “falhar” cria um ciclo de tensão constante.

Tratar esse problema é investir na qualidade da vida sexual e, consequentemente, na saúde física e emocional como um todo.

Mito 5: “Remédios caseiros e dicas da internet resolvem o problema”

A internet está cheia de “soluções milagrosas” para ejaculação precoce: pomadas, sprays, exercícios e até medicamentos sem prescrição.

A grande questão é que a maioria dessas práticas é ineficaz ou até perigosa, podendo causar irritações, perda de sensibilidade ou disfunções ainda mais graves.

Assim, vale ressaltar: nenhum tratamento genérico substitui a avaliação de um médico. Apenas esse profissional saberá identificar a causa exata e indicar o tratamento seguro e personalizado, sem riscos à saúde.

A automedicação e o uso de produtos sem orientação podem mascarar o problema e atrasar o diagnóstico adequado. na prevenção de doenças cardiovasculares e metabólicas que costumam aparecer com o avanço da idade.

Por que tantos homens ainda têm medo de falar sobre o assunto?

A vergonha é, sem dúvida, um dos maiores obstáculos no tratamento da ejaculação precoce. Muitos homens se sentem constrangidos, com receio de serem julgados ou de parecerem “menos viris”.

Dessa forma, é fundamental entender que essa questão é uma condição médica comum e tratável, e que buscar ajuda é um ato de cuidado, não de fraqueza – como sempre ressaltamos com os nossos pacientes. 

Inclusive, é interessante saber que os tratamentos atuais têm altas taxas de sucesso, especialmente quando a pessoa é acompanhada de forma multidisciplinar.

Assim, a combinação entre orientação profissional, terapia sexual e ajustes de hábitos costuma trazer resultados significativos em poucas semanas.

Não perca mais tempo acreditando nos mitos que trouxemos neste artigo e agende hoje mesmo sua consulta na ABX Saúde.

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